10+1 Tendências do Marketing Digital Para 2016

10+1 Tendências do Marketing Digital Para 2016

O início de um novo ano é um óptimo pretexto para apontar as tendências que vão Marcar os próximos meses no marketing digital. Foi isso que procurámos fazer, com base tudo o que temos lido mas também com base no conhecimento e experiência que a Equipa da WayNext tem nesta área.

Na sequência do que já tinhamos feito em 2015, aproveitamos o início do novo ano para apontar as tendências que vão Marcar os próximos meses no marketing digital. Fizemos isso com base num amplo research mas também com o conhecimento e experiência que a Equipa da WayNext tem nesta área.

 

Tendência #1 – Livestreaming

O livestreaming não surgiu em 2015. Há anos que serviços como o Ustream, o Livestream ou o próprio YouTube nos permitem interagir em directo com a nossa audiência. No entanto, 2015 foi o ano em que o livestreaming conheceu o mobile.

Vimos surgir Meerkat e o Periscope (este último agregado ao Twitter), duas apps que abriram portas para que qualquer pessoa pudesse pegar no seu telemóvel e fazer um directo de forma simples. Pelo meio, o Facebook também entrou no jogo, introduzindo o Facebook Live, primeiro para celebridades, músicos e jornalistas e mais tarde para os outros utilizadores.

Livestreaming numa festa

Fonte: Anthony Quintano

Ora, se 2015 foi o renascimento do livestreaming, 2016 vai ser o ano da sua afirmação passando a ser mais do que uma tendência. Mais pessoas e Marcas vão usar o livestreaming para conteúdo instantâneo, quer seja do ponto de vista jornalístico, quer do criativo.

Isto significa que, não só por causa do livestreaming como pelo forte apelo do vídeo, de um modo geral, em 2016 vamos continuar a ter cada vez mais vídeo no digital 2016. A prova disso é que sites como o Huffington Post ou o Buzzfeed vão inclusive remodelar as suas equipas editoriais para se adaptarem a esta realidade de necessitarem de produzir mais e melhor vídeo.

Homepage do site Huff Post Live

Naturalmente que este movimento não passa também ao lado das Marcas e por isso acreditamos também que estas se vão preocupar em produzir mais conteúdos neste formato.

O Facebook, um dos principais canais de comunicação hoje em dia, tem feito esforços para se transformar numa plataforma de vídeo. Actualmente, já não faz sentido carregar um filme no Youtube para posteriormente o partilhar no Facebook. Esta rede social oferece um vasto conjunto de ferramentas não só a quem produz, como a quem vê vídeos, incluindo um feed específico para este tipo de conteúdos, assim como experiência imersiva de 360º (algo que o Youtube também já permite). E isso naturalmente significa uma guerra de gigantes Youtube Vs Facebook pelo controlo do eyeball time dos utilizadores no que ao vídeo diz respeito, que é só o tipo de conteúdo que mais tem crescido no digital.

Live Streaming

Em 2016 a tendência vai no sentido do conteúdo vídeo vai continuar a captar mais tráfego e isso naturalmente representa também maiores receitas no que à publicidade diz respeito. Agora está do lado dos marketeers potenciarem esta oportunidade, não só no Facebook ou Youtube, mas também no Twitter, Instagram, Snapchat, Vine…

 

Tendência #2 – Branded Content

Em 2016, as Marcas vão ter de depender cada vez menos de terceiros. O Netflix, por exemplo, percebeu que nunca iria conseguir criar um serviço de streaming global se dependesse das complexas regras de direitos das burocráticas distribuidoras de conteúdos. Por isso, começou a apostar em filmes e séries próprios, com a sua Marca, e a fazer dessas produções a bandeira do seu catálogo. E, por 7,99 euros/mês, o Netflix afirma-se não como um “armazém” dos conteúdos dos canais de televisão tradicionais, mas antes como uma alternativa a esses canais.

Netflix - House of Cards

A estratégia seguida pelo Netflix não pode ser muito diferente daquela que as Marcas devem seguir no online. O Facebook é dono do algoritmo que organiza o News Feed e pode alterá-lo, reduzindo, por exemplo, o alcance orgânico das páginas. Já o Twitter anda a estudar novas formas de organizar a Timeline dos utilizadores, alternativas à ordem cronológica que vigora desde o início da rede social. No fundo, tanto o Facebook e o Twitter fazem as regras que as Marcas são obrigadas a seguir se quiserem conquistar audiência através das suas plataformas.

A GE por exemplo criou este portal, aliado a uma conta de Twitter, onde divulga diariamente conteúdos relacionados com inovação, ciência e tecnologia, que são tópicos de interesse para os seus potenciais Clientes:

GE Reports Homepage

Se, por um lado, pode fazer sentido uma presença no Facebook e Twitter, por outro, as Marcas precisam de procurar os seus canais. Isto é algo que já vimos acontecer em 2015, à medida que as plataformas sociais continuaram a reduzir cada vez mais a visibilidade das Marcas. Para contornar isto as Marcas têm várias opções que vão desde a criação de sites e bases de dados próprias, passando também pelo branded/native content, associado, por exemplo, a publicações editoriais. Isto porque, acima de tudo, as Marcas têm de se tornar relevantes na Internet, criando o seu próprio espaço ou apostando em parcerias.

As Marcas precisam de tornar-se mais próximas e flexíveis, apostando em posicionamentos mais tácticos mais fáceis de concretizar no digital.

 

Tendência #3 – Realidade Virtual

Já se fala de realidade virtual há muitos anos, mas a verdade é que faz lembrar o mobile. Durante vários anos, todas as análises de tendências diziam que esse seria o ano do mobile. Lembramo-nos disso pelo menos desde 2003, mas a verdade é que tardou vários anos até que o mobile se tornasse naquilo que é hoje.

A realidade virtual faz lembrar uma situação parecida. Há muitos anos que se fala no tema; quem anda nisto há muitos anos lembra-se seguramente do VRML, uma linguagem de mark-up (semelhante ao HTML) que permitia codificar cenários virtuais. Outro exemplo de realidade virtual foi o Second Life, uma plataforma que gerou um enorme hype, para em pouco mais de um ano se tornar irrelevante.

Realidade Virtual do Second Life

Fonte: Linden Labs

Desta vez o mercado da realidade virtual tem estado a mexer de forma mais consistente. A verdade é que a possibilidade de criar ambientes virtuais ou de combinar informações virtuais com ambientes reais abre um sem número de possibilidades no que diz respeito às experiências que podemos ter.

Em 2015, o nosso News Feed no Facebook começou a ser invadido por vídeos 360º que promovem experiências imersivas que também chegaram ao YouTube. Entretanto, várias Marcas começaram a tirar partido do Google Cardboard, um dispositivo de cartão que combinado com um smartphone torna a realidade virtual acessível a qualquer pessoa.

Google Cardboard

Mas a experiência é muito superior com os óculos que a Samsung já está a comercializar, os Gear VR. Já a Oculus, comprada pelo Facebook, está prestes a lançar os Oculus Rift, os óculos que estão a ser desenvolvidos há vários anos e que vão depender de um PC com requisitos específicos para funcionarem. O entretenimento e os videojogos são as áreas em que os Rift mais entusiasmo devem suscitar, com alguns conteúdos já a serem trabalhados para os futuros óculos.

Realidade Virtual - Oculus Rift

Não só de realidade virtual se desenha 2016. Há uma outra realidade, a aumentada. A diferença é simples: enquanto que na virtual existe uma imersão total numa “realidade” distinta e totalmente ficcionada, na realidade aumentada a base é algo real que é expandido com uma camada virtual. A realidade aumentada começou a ser trabalhada pela Google com os seus falhados Google Glass; a Microsoft deu continuidade aos esforços da primeira com os chamados hologramas. Os Microsoft HoloLens, assim se chamam, são uns óculos de realidade aumentada que têm uma viseira e um projector que acrescenta elementos ao campo visual, permitindo tocar e moldar hologramas. A sua aplicação em áreas profissionais como medicina e arquitectura é muito promissora, mas tudo está ainda numa fase embrionária.

Ainda no campo da realidade aumentada há, por exemplo, equipamentos que permitem a um ciclista ter, no seu campo visual, informação útil para o seu treino ou deslocação, como a velocidade, navegação, distância percorrida, etc.

Tanto a realidade virtual como a aumentada vão crescer em 2016, à medida que empresas, Marcas e pessoas procuram novos formatos de entretenimento e novas ferramentas de trabalho. Veremos mais vídeos 360º no Facebook
e começaremos a ter mais conteúdos de realidade aumentada à medida que óculus como o Gear VR e o Oculus Rift ganharem mercado. Há, contudo, que notar que mesmo estes produtos são fruto de uma tecnologia que ainda está a dar os primeiros passos.

 

Tendência #4 – Inteligência Artificial

Inteligência artificial pode parecer um palavrão, uma ideia de futuro sem qualquer aplicabilidade prática nos dias de hoje. Mas desengane-se quem pensa isso: a inteligência artificial está presente em muitas das coisas que usamos actualmente, como o Facebook, algumas apps ou até o nosso smartphone. É uma tecnologia que está “escondida”, que pode ser perigosa se for mal empregue e que pode facilitar a nossa vida se for bem aplicada.

Bill Gates tem sido uma das vozes críticas quanto à inteligência artificial. “A partir do momento em que os computadores e os robots atingirem um nível de capacidade onde a visão e o movimento são fáceis, então eles vão ser usados de forma recorrente”, lamentou no Reddit, numa sessão de perguntas e respostas em Janeiro de 2015.

Inteligência artificial significa basicamente dotar máquinas e apps de inteligência para que decidam de forma autónoma. O Facebook tem investido de forma significativa na inteligência artificial. A sua app Moments, por exemplo, é capaz de reconhecer os nossos amigos em fotos sem que tenhamos de identificá-los manualmente. O M é o assistente pessoal que a equipa de Mark Zuckerberg desenvolveu na app Messenger e que está a ser testado neste momento. Ele vai ser capaz de responder a perguntas variadas, sugerir restaurantes para ir, efectuar compras ou fazer reservas de viagens, por exemplo – tudo através de mensagens.

O Moments e o M são dois resultados mais práticos do trabalho da equipa de inteligência artificial do Facebook. Mas esta equipa está a desenvolver outras funcionalidades que não estão à vista de todos e que têm como objectivo tornar o Facebook mais acessívei – leia-se para invisuais. Na prática, o Facebook quer que quem infelizmente não consegue ver consiga, ainda assim, “ver” as fotos partilhadas pelos seus amigos, pelo que está a criar sistemas que lhes descrevam oralmente essas imagens.

A inteligência artificial está presente em outros contextos, como a chamada Internet das Coisas. Basicamente os electrodomésticos (como frigoríficos, máquinas de lavar, aspiradores…) estão a ganhar acesso ao wi-fi para que possam, de forma inteligente, “falar” uns com os outros e com o telemóvel do seu “dono”. Também os carros autónomos (isto é, veículos que são capazes de andar sem condutor), alguns até construídos em garagens e que fazem uso da inteligência artificial para se deslocarem de forma autónoma. Para tal acumulam informação que melhora a sua prestação ao longo do tempo, aumentando assim a sua utilidade para quem os utiliza. No telemóvel, temos a Siri (da Apple) que está a ficar cada vez mais competente, assim como o Google Now e agora também a Cortana (da Microsoft).

Carro autónomo do Google

Google Self Driving Car

Para 2016 a inteligência artificial é uma tendência confirmada. Chegámos a uma altura em que o hardware começa a ficar estagnado e em que os sistemas operativos já têm, mais ou menos, todas as funcionalidades/características base de que precisamos. O próximo passo é caminhar para a maior utilidade que pode ser obtida pela maior automatização. Imagine que, por exemplo, o seu smartphone consegue saber qual a App que quer utilizar naquele momento, com base em informação de contexto, sem ter de a seleccionar no ecrã? Ou que a sua App de navegação escolhe o percurso não só em função do trânsito mas também da necessidade de abastecer porque sabe que já tem pouco combustível? Isto é um exemplo simples do tipo de utilidade que faz com que a inteligência artificial tenha vindo para ficar.

Naturalmente que com toda esta capacidade autónoma levanta também questões de segurança (pensando por exemplo na utilização mal intencionada deste tipo de tecnologia) e de ética (por exemplo na condução autónoma onde o CPU do carro pode ter que decidir entre colidir com uma árvore ou com um peão).

 

Tendência #5 – Hacking, Segurança e Privacidade

Na indústria da segurança é comum dizer-se que não há soluções invioláveis ou totalmente “à prova de bala”. Todas as soluções têm falhas e são seguras apenas até ao momento em que alguém consegue explorar uma dessas falhas. Muitas vezes essa exploração não acontece porque os meios necessários são muito dispendiosos ou porque não justificam os fins.

O tema da cibersegurança actualmente já não diz respeito apenas a um pirata informático que consegue violar um website e, por exemplo, alterar os seus conteúdos ou obter acesso a dados ou imagens privadas que o mesmo armazena, mas é algo que atinge outras proporções onde um grupo assume o controlo de uma barragem ou de um petroleiro, com acções que podem surgir no contexto de uma ciberguerra.

Segurança Informática

Com a Internet a chegar a mais de 3,2 mil milhões de pessoas e a ter um papel fundamental na economia e sociedade, o tema da segurança torna-se ainda mais relevante porque um ataque a determinadas infra-estruturas digitais pode evidentemente ter um enorme impacto na vida de muitos milhares ou milhões de humanos.

Os ataques informáticos têm acontecido e tido grande visibilidade nos últimos anos. Acreditamos que para além de todos os casos que fazem os cabeçalhos nos media há seguramente muitos outros que entram numa lógica de resgate onde os piratas acabam por ser pagos para não denunciarem a situação. Já vimos muitas empresas e serviços a serem hackados, todos ouvimos falar do ataque feito à PlayStation Network que comprometeu os dados de 77 milhões de utilizadores ou do ataque à cadeia americana Target que pôs em causa 40 milhões de cartões de crédito de Clientes. Também nos últimos meses se escreveu bastante sobre a privacidade das Aplicações de Messaging tendo a Apple, por exemplo, assegurado a encriptação de mensagens no seu sistema iMessage, mas pelos vistos isso não impede a empresa de ler as mensagens dos utilizadores e portanto de as poder, por exemplo, facultar às autoridades.

São estas notícias que geram desconfiança por partes dos utilizadores destes sistemas e que naturalmente faz com que o tema da segurança seja actualmente mais que uma tendência; é uma verdadeira prioridade para quem gere as plataformas que guardam os nossos dados que se querem privados. E são muitos os dados que hoje estão disponíveis online, desde o nosso email até às nossas contas em redes sociais, desde a nossa informação fiscal e património no site das finanças, passando pela nossa conta bancária, o nosso extracto do telemóvel no portal do operador que utilizamos ou o nosso historial clínico no site do hospital ou clínicas que nos têm tratado.

Nunca como agora as grandes empresas souberam mais sobre nós que muitas vezes nós próprios e o caso é grave: elas criaram modelos de negócio em torno dos nossos dados. Dan Gillmor, que escreve sobre tecnologia desde a década de 90, decidiu dizer adeus à Apple, Google e Microsoft. As razões prendem-se com o facto de achar que as grandes corporações estão a ir longe demais, tendo deixado de ser amigas do utilizador. A privacidade (ou falta dela) e a permeabilidade dos governos ajudam, mas o que fez Dan Gillmor mudar de opinião e tornar-se um guerrilheiro da cidadania digital foi a concentração de poderes — precisamente o movimento contrário ao que a descentralizada Internet prometia nos anos de 1980 e 1990.

“O controlo”, escreve, “está a regressar ao centro, onde poderosas empresas e governos estão a criar pontos de estrangulamento. Usam esses funis para destruir a nossa privacidade, limitar a nossa liberdade de expressão e bloquear a cultura e o comércio. Cedemos a nossa liberdade algumas vezes por conveniência mas muitas outras vezes isso sucede sem o nosso conhecimento, quanto mais autorização”.

De um modo geral, a parte boa destas situações e violações serem amplamente noticiadas vem pelo lado da tomada de consciência por parte dos utilizadores (mesmo os mais avançados como Mat Honan) da importância do tema da segurança. Desde as preocupações mais simples quanto à forma como acedemos aos dados (evitando por exemplo redes Wifi pouco seguras) até ao tipo de passwords que utilizamos (evitando por exemplo passwords como a nossa data de nascimento ou nome do cão), mas passando também pela avaliação de idoneidade das entidades com quem nos relacionamos no plano digital.

Ao mesmo tempo as Empresas reforçam os seus quadros na área da segurança informática, contratam outras empresas especialistas para as auditarem ou até mesmo hackers para lhes apontarem as falhas dos seus sistemas e tudo isto é positivo e indispensável porque a maior falácia é acreditarmos que os sistemas são totalmente seguros.

 

Tendência #6 – Tudo é Digital

Com a profusão de apps, de redes sociais, de plataformas, de sistemas operativos, de ecrãs, de gadgets, de suites, etc, a que assistimos, vivemos numa total imersão digital.

Esta imersão é cada vez maior e está relacionada com o crescimento da Internet. Cada vez existem mais utilizadores mas também mais dispositivos (vulgo, “coisas”) que fazem parte deste mundo digital.

Tudo é digital

Diariamente, ou melhor, a cada minuto surgem novos serviços e formas de utilizar a ligação de dados que a Internet facilita para melhorar a nossa experiência em alguma área. Carros conectados que evitam o trânsito, apps que permitem encomendar o jantar ou chamar um táxi, streamings de vídeo para monitorizarmos as crianças ou animais que temos em casa, dispositivos para analisarmos e partilharmos a volta de BTT com os amigos, headsets de realidade virtual para visitarmos a grande muralha da China sem sairmos do nosso sofá e relógios que controlam os nossos sinais vitais e dispêndio calórico.

De acordo com a Gartner, em 2020 teremos 25 mil milhões de dispositivos a gerar dados sobre quase todos os tópicos possíveis. Haverá uma grande quantidade de dados disponíveis que depois de transformados em informação poderão ser utilizados para melhorar as nossas vidas em muitos aspectos.

 

Tendência #7 – Messaging

Actualmente há várias plataformas de Messaging com bastante sucesso no mundo ocidental. Desde o extremamente popular WhatsApp, passando pelo Facebook Messenger, Skype, Viber ou iMessage, já todos ou quase todos usamos estas aplicações no nosso dia a dia, quer a título pessoal, quer a título profissional.

Aplicações de Messaging mais usadas em iPhone e Android

Fonte: Blog Appannie

O Facebook, enquanto principal rede social, rapidamente percebeu que não era suficiente dominar esse espaço. O Messaging é uma área fundamental que pode ser potenciada com a rede social e por isso, além de investir de forma significativa no Messenger que conta com mais de 800 milhões de utilizadores, controla também o WhatsApp que com 900 milhões de utilizadores continua a crescer.

Messaging

Estas Apps partem do príncipio que os seus utilizadores têm ao dispor dados móveis nos seus telefones e como tal tornam-se uma alternativa às velhinhas SMS e mesmo às chamadas tradicionais. A verdade é que enquanto método de comunicação assíncrono tem múltiplas vantagens porque os destinatários podem lidar com a informação quando pretenderem, ao contrário das chamadas de voz que obrigam à disponibilidade simultânea de todos os interlocutores. Aliás, estas ferramentas de Messaging têm como grande vantagem o facto de podermos criar grupos e trocar informação em simultâneo com várias pessoas, criando portanto “chat rooms” à medida das necessidades.

Mas voltando às Apps em si, na realidade o Messenger do Facebook pretende ser diferente das restantes aplicações de Messaging e por isso está a evoluir de forma paralela ao Facebook, uma vez que a empresa de Mark Zuckerberg já percebeu que os utilizadores cada vez querem partilhar mais em privado.

Há muito que o Messenger deixou de ser uma réplica do chat do Facebook para o mundo mobile. Hoje serve para fazer video-chamadas, para partilhar fotos com os amigos, para enviar e receber dinheiro, para chamar um Uber, para enviar GIFs, para partilhar a localização, para falar com negócios e empresas e para sermos auxiliados pelo M. O Messenger é ainda uma plataforma de apps, significando isso que os programadores podem integrá-lo nos seus serviços – por exemplo, o Flipboard, uma popular app de notícias, permite-nos enviar artigos a amigos através de uma mensagem do Facebook.

Facebook M - Assistente Pessoal

O Messenger é também uma alternativa ao SMS. Na verdade, o Facebook quer que esqueçamos os números de telemóvel e os endereços de e-mail ao permitir-nos falar com 1,5 mil milhões de pessoas no mundo, precisando apenas do seu nome. Se essa pessoa não estiver conectada a nós no Facebook (isto é, não for nosso “amigo”), ela recebe um pedido que, se aceitar, vai permitir-lhe conversar connosco. “Agora, a única coisa que precisas para falar com alguém no mundo é o seu nome”, comentou David Marcus, o “dono” do Messenger.

Mas não só de Messenger se faz o messaging. O Snapchat é outro belo exemplo de como a partilha privada está a crescer. Ao invés de partilharem com todos o que estão a fazer ou o que pensam, as pessoas estão a aprofundar discussões com grupos mais restrictos de amigos e o Snapchat é um exemplo disso, ao permitir-nos enviar fotos ou vídeos a pessoas que queremos, em vez de partilhar esse conteúdo num mural ou perfil qualquer.

Em 2016, não prevemos novas apps de mensagens nascer. Vamos, sim, assistir à evolução do Messenger, do WhatsApp, do Snapchat e de outras plataformas já existentes para se tornarem cada vez mais úteis.

 

Tendência #8 – Fintech

Parece outro palavrão, mas é um conceito simples: fintech representa a revolução a que a indústria dos serviços financeiros está a assistir em resultado da forte adopção de tecnologia. Os Bancos são uma das maiores indústrias de serviços do Mundo e que naturalmente têm um enorme impacto em muitos sectores da economia.

Por isto é que não tardou a que todos os ganhos de eficiência que a adopção de tecnologia permite fossem algo do interesse do sector. Há uns 10 anos começaram a surgir os portais dos Bancos com um conjunto limitado de capacidades, mas hoje o balcão virtual que temos ao nosso dispor através de um portal ou de uma App permite-nos fazer quase tudo o que antes fazíamos numa agência bancária.

Todos os que adoptamos soluções de eBanking conseguimos gerir as nossas contas a partir de casa e há já poucas operações que nos obrigam a deslocar-nos a uma dependência bancária. Em alguns casos já é até possível depositar cheques online.

Para além disto, surgiram no mercado um conjunto de players focados no relacionamento digital com o Cliente. A maior parte destes Bancos não são novos, em Portugal temos entre nós o Banco Best e o Banco Big, por exemplo, criados nesta lógica, mas que ainda têm uma rede de balcões com alguma representatividade.

Noutros mercados existem já Bancos totalmente digitais como é o caso do Simple e que têm por objectivo simplificar a oferta de produtos e serviços para os seus clientes. Nos últimos anos temos assistido a um aumento do número de produtos bancários e da sua complexidade; estes Bancos digitais procuram inverter esse paradigma e criar soluções simples que se ajustem às necessidades essenciais dos Clientes, procurando também reduzir de forma global os encargos bancários.

Aplicação bancária Simple

Esta tendência de afirmação da fintech confirma-se também com o aparecimento de outras soluções, focadas no investimento e não na banca do dia-a-dia, que prometem, à semelhança de muitos outros modelos onde se “corta” o intermediário, substituir o gestor de conta por uma aplicação ou algoritmo. Esta lógica de Inteligência Artificial faz com que após indicarmos as nossas necessidades e objectivos seja possível a recomendação de um conjunto de aplicações financeiras alinhadas com os mesmos, de forma automatizada e por isso com custos de gestão mais reduzidos. São disso exemplo o iAllocate ou o Wealthfront, que promete soluções de investimento ajustadas ao perfil do investidor mas com custos muito reduzidos, algo que tipicamente só estaria ao dispor de clientes de “private banking”, ou seja, apenas para investidores com uma capacidade de investimento muito elevada.

Noutro plano é também notório o impacto da tecnologia no que respeita às soluções de pagamento. Já falta muito pouco para podermos deixar o cartão de crédito ou multibanco em casa e passarmos a pagar com o nosso smartphone de forma segura. Em Portugal, os sistemas Apple Pay e Android Pay ainda não estão disponíveis mas já temos um serviço português, chamado MB Way, que substitui o nosso cartão de débito ou de crédito pelo nosso número de telemóvel.

Na nossa opinião, em 2016 vamos continuar a assistir a uma forte evolução da oferta bancária alavancada no digital, quer pela óptica da desmaterialização e redução de custos, quer pela evolução dos meios de pagamento.

 

Tendência #9 – Micro-Momentos

Actualmente a vida de um consumidor no mundo ocidental é cada vez mais preenchida com actividades. Temos cada vez menos tempos mortos, muitas vezes por opção, outra vezes porque as circunstância da vida a isso nos condicionam.

Isto faz com que este conceito de micro-momentos tenha vindo a ganhar força nos últimos anos. Os nossos dias acabam por ser divididos em centenas ou milhares de tarefas, mas onde temos pouco ou nenhum “downtime”. Basta passar por uma paragem de autocarro, pela fila das finanças ou do balcão dos correios ou até mesmo por um food court num centro comercial para perceber que os consumidores nunca estão sem nada para fazer quando têm um smartphone por perto.

Há várias explicações para este fenómeno que tem cada vez mais significado: por um lado aquilo que se designa por FOMO (“fear of missing out”) que se materializa pela necessidade que temos de estar sempre conectados e informados sobre o que se passa (aliás, este é um dos pilares do sucesso das redes sociais) e por outro lado, a recompensa química que o nosso cérebro recebe, sob a forma de dopamina, cada vez que respondemos a um apelo de uma plataforma de comunicação (estes são bem representados pelas notificações dos smartphones ou por aquelas bolinhas vermelhas que indicam que temos algo por fazer/ver no nosso email/Facebook ou outro).

Tudo isto faz com que os nossos dias sejam repartidos em micro-momentos, ou seja, a nossa atenção é dividida em instantes, por vezes apenas alguns segundos, que dedicamos a este ou aquele tema. São 5 segundos para desejar um feliz aniversário a um amigo no Facebook, são 30 segundos para ver um anúncio pre-roll no Youtube daquele automóvel pelo qual estamos mesmo caidinhos, ou 90 segundos para ver aquele artigo super interessante que nos enviaram por email (e que felizmente tinha uma sinopse em regime de TL;DR).

É por isso importante que as Marcas saibam tirar partido desta tendência que implica curtíssimos “attention span” por parte do consumidor. Ou seja, há tempo para aquilo que se designa por “long form”, ou seja, conteúdos mais extensos, mas a maioria dos momentos e a maioria dos temas não justificam, para o consumidor, o investimento de mais do que um micro-momento. Se a minha Marca de automóveis me quer dizer que lançou um modelo novo fará bem em fazê-lo com isto em mente, ou seja, libertar um conteúdo que possa ser consumido num micro-momento (por exemplo, um filme de 15 segundos), para me cativar para outro nível de envolvimento (uma apresentação detalhada do modelo, num microsite ou filme, mas que vai exigir 8 minutos da minha atenção). É especialmente importante ter presente que em muitos casos, mesmo quando existe um seguimento, é esse primeiro micro-momento o trigger para o consumidor ficar ou não interessado em saber mais.

 

Tendência #10 – Marketing Automation

O conceito de automação do marketing não é novo. No entanto a realidade é que o marketing é uma disciplina cada vez com mais peças móveis e por isso cada vez mais complexa. Basta olharmos para a forma como se promoviam produtos há 30 anos, onde um bom packaging, um anúncio de TV ou imprensa e uma eventual promoção do ponto de venda seriam suficientes para entender que a realidade hoje é outra.

A atenção do consumidor é mais difusa, os meios utilizados cada vez mais fragmentados e por isso é preciso tocar mais instrumentos para conseguirmos, enquanto marketeers, passar uma mensagem.

Aliado a esta exigência crescente do marketing temos também o facto da tecnologia ser hoje mais acessível e mais barata. O que na prática significa que é viável e quase indispensável aliar algum nível de tecnologia à implementação da estratégia de marketing, o que pode resultar na sua automação. Estes automatismos podem deixar-nos, enquanto Marca ou Empresa, mais próximos dos nossos Clientes sem que isso provoque uma perda na personalização do contacto; o início de um novo ano é um óptimo pretexto para apontar as tendências que vão Marcar os próximos meses no marketing digital. Foi isso que procurámos fazer, com base tudo o que temos lido mas também com base no conhecimento e experiência que a Equipa da WayNext tem nesta área.

Áreas de melhoria das Empresas na relação com o Cliente

Fonte: Econsultancy

O marketing automation pode materializar-se de muitas formas distintas mas não é difícil entender que sendo o marketing cada vez mais digital ou suportado por modelos informáticos (bases de dados, profiling, análise de tendências, etc), é possível de facto automatizar determinadas acções, reduzindo o custo das mesmas e aumentando o impacto.

Estes automatismos podem ter vários objectivos como:

  • geração de novas leads de negócio
  • relacionamento regular com prospects numa óptica de conversão
  • qualificação de leads de negócio
  • distribuição de conteúdos segmentados
  • acções de customer delight
  • fidelização de clientes actuais
  • acções de retargeting
  • etc

O marketing automation tem incontáveis aplicações e, de facto, uma das vertentes mais apelativas do mesmo, para além da redução de custos que é possível gerar pela automatização, provém precisamente da capacidade de personalizar a mensagem que passamos ao consumidor, num ou em múltiplos touch points ao longo do seu ciclo de vida. Através do profiling de consumidores é fácil criar mensagens ou campanhas à medida de cada um ou de cada grupo de indivíduos e naturalmente que o retorno possível com esse alinhamento, entre a Marca e o consumidor, se traduz numa melhoria dos resultados das iniciativas.

Se pensarmos por exemplo no cartão de fidelização de uma rede de retalho, sabemos que a mesma tem o máximo interesse em que o mesmo cartão seja utilizado, porque isso não só materializa a fidelização como também lhe permite rastrear os nossos hábitos de consumo. É com base no marketing automation que estas Marcas nos oferecem descontos à nossa medida, exactamente para a Marca de cerveja que consumimos (fidelização) ou para a embalagem de 5kg daquele detergente que sempre compramos em pacotes de 2kg (up-selling).

Sabendo que o consumidor valoriza cada vez mais uma mensagem personalizada a automação de marketing é uma das formas mais efectivas de o fazer, entrando assim numa perspectiva de “mass customization” porque conseguimos personalizar a comunicação com um amplo conjunto de pessoas.

Neste ano de 2016 a tendência é para uma adopção cada vez em maior escala de modelos de marketing automation em particular aqueles que são montados numa base de “mass customization” e que por isso permitem aproximar a Marca dos consumidores de uma forma eficaz.

 

Tendência #10+1 – Ecommerce

O crescimento e evolução do ecommerce não é novo, aliás, nem sequer é uma tendência para 2016, pelo menos não mais do que foi nos últimos 2 a 3 anos. No entanto, parece-nos indispensável voltar a falar no tema porque ainda há quem ache que não tem expressão ou que só tem expressão “lá fora”.

A nossa análise do mercado e a experiência que temos com os projectos dos nossos Clientes permitem-nos assegurar que o ecommerce é muito maior do que a maior parte das pessoas pensam. A realidade é que vemos os sites de ecommerce dos nossos Clientes a baterem records de vendas, mês após mês e ano após ano, com crescimentos na ordem dos 2 dígitos. E vemos também uma procura crescente por soluções de ecommerce cada vez mais eficientes (integrações com sistemas de gestão de stocks e facturação, comunicação automática com operadores logísticos, expansão das plataformas para suporte de mais idiomas, países, moedas ou formas de entrega).

Naturalmente que o crescimento do ecommerce passa hoje também pelo mobile. À medida que o tráfego mobile dos websites, de um modo geral, se aproxima dos 50%, também o número de transacções despoletadas nestes dispositivos tem vindo a crescer. Um estudo do Google aponta já para números na ordem dos 30% de compras efectuadas em mobile, considerando portanto tablets e smartphones.

Tendências das compras efectuadas em mobile

Olhando lá para fora, o farol que é a Amazon só não apresenta resultados económicos mais interessantes porque continua num acelerado processo de crescimento sem paralelo, o que exige o total reinvestimento dos seus lucros. A Empresa é hoje um colosso que para além de vender praticamente de tudo, conseguiu criar um mercado de segunda mão (marketplace) onde qualquer um de nós pode vender aquilo que já não quer, revolucionou o mercado dos eBooks, criou uma das maiores infra-estruturas de cloud (Amazon Web Services) para si e para terceiros e prepara-se para um novo ciclo de disrupção no que à logística diz respeito.

Homepage da Amazon

Em Portugal a evolução também tem sido significativa, o número de sites de ecommerce tem vindo a crescer e em particular o segmento dos FMCG cresceu cerca de 30% em volume no último ano, de acordo com dados da Kantar World Panel. Para além disto, registou-se um aumento da frequência de consumo e o valor médio da compra ronda os 59€ que é quase o dobro do valor médio de compras efectuado em regime offline.

Estes dados não são porém de surpreender quando sabemos que hoje a maior parte dos lares estão “online” e que o ecommerce permite fazer compras de forma cómoda e eficiente para o consumidor, com inúmeras vantagens (poupar tempo e evitar deslocações, comparar produtos e preços entre operadores, obter informação detalhada sobre os produtos, obter recomendações de outros compradores, entre outros argumentos que são apresentados por quem compra online regularmente). O ecommerce mais do que uma tendência é uma enorme oportunidade de negócio ainda por explorar em muitos sectores.

 

Esta é a nossa leitura do que vai acontecer no marketing digital ao longo deste ano. Se precisar de ajuda para perceber como é que a sua Marca ou Empresa pode alavancar o seu negócio com base no que acabou de ler contacte-nos. A nossa equipa de especialistas em marketing digital terá todo o gosto em colaborar consigo.

Sobre nós

A WayNext é uma agência especializada em marketing digital no mercado desde 2003.

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