Os jovens estão a deixar os social media. Foi esta frase que mais ouvimos e lemos durante este mês nos sites especializados (e nos menos especializados), que fez muitos marketeers e uma série de agências deitarem as mãos à cabeça. Segundo um estudo recentemente divulgado, nos últimos seis a doze meses, verificou-se uma quebra na avaliação dos jovens das redes sociais. O Facebook foi o mais afectado, mas o YouTube, o Tumblr e o Pinterest sofreram quebras também.
Não querendo levantar falsos alarmes, não nos parece que esteja a existir uma saída dos jovens dos social media. É mais provável estar a existir uma migração de uns media para outros, em concreto do Facebook (onde também estão os pais e cada vez mais os avós destes jovens) para o Twitter, o Instagram ou o Snapchat. O que, ainda assim, não deixa de ser preocupante, uma vez que as estratégias de muitas Marcas estão focadas unicamente no Facebook.
A experiência empírica mostra-nos que os mais jovens estão no Twitter, no Instagram, no Tumblr e no Snapchat, tudo plataformas mais simples e onde os pais não estão. Na verdade, esses jovens não querem ver o que a mãe ou a avó fazem online, nem querem que elas vejam o que eles fazem (tal como offline também procuram o mesmo tipo de privacidade). A fadiga em relação ao Facebook por parte desse target é expressa em tweets, em snaps, em ‘instas’ e em reblogs.
O Twitter, o Instagram e o Snapchat primam ainda pela simplicidade: nos primeiro dois, o jovem cria um perfil publico ou privado para seguidores, segue outros jovens e é seguido por estes, e publica; no caso do Twitter, é muitas vezes usado para troca de mensagens, substituindo o SMS; quanto ao Snapchat, ele permite o envio básico a um amigo ou grupo de amigos de fotos/vídeos (snaps), que se auto-destroem depois de abertos. Vejamos agora o Facebook, onde temos um perfil, inúmeros níveis de privacidade, um chat, grupos, páginas, anúncios, etc.
Num outro assunto, o tráfego para os websites proveniente do Google diminuiu em 30% nos últimos oito meses (entre Agosto de 2012 e Março de 2013), diz um estudo do BuzzFeed, realizado em sites como o Huffington Post, o Daily Mail, o NewsweekDailyBeast, a Time, o Sports Illustrated, o US Weekly e a Rolling Stone. Olhando para todos os motores de busca, a quebra foi de 20%. A explicação está, provavelmente, na massificação do social media: sites como o Facebook, o Twitter e o Pinterest estão a direccionar mais tráfego para os websites. Só no caso do Facebook, o tráfego dele proveniente aumentou 1,5 vezes.
Nota-se, claramente, uma mudança de comportamento nos utilizadores e na forma como estes consomem conteúdo. “Are publishers investing less time in SEO than they used to and putting those resources into social? When SEO was king, publishers sought to program their content to be discovered by Google. Now that content requires human muscle to be shared on social platforms, publishers need to expend a different kind of energy focused on creating content that’s emotional, funny and discoverable.”
Para terminar deixamos-lhe a lista dos artigos mais interessantes que lemos neste mês:
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Teens aren’t abandoning “social.” They’re just using the word correctly
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Where did all the search traffic go?
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New layouts for a multi-device web
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Karen McGrane on Content: WYSIWTF